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Redes24/07/20269 min

Segmentar uma rede corporativa com VLANs sem parar a produção

Plano de segmentação por função, ordem de execução e os erros de trunk que me custaram uma manhã.

VLANSwitchingOPNsense

Segmentar uma rede que já está em produção é menos sobre configuração e mais sobre sequência. A configuração é trivial; a ordem em que a aplicas é o que decide se alguém fica sem impressora às 9h da manhã.

Desenhar antes de tocar no switch

Comecei por mapear tudo o que estava na mesma /24: postos de trabalho, servidores, impressoras, câmaras, APs e um par de equipamentos industriais que ninguém sabia explicar. Só depois desse inventário é que faz sentido decidir fronteiras.

  • VLAN 10 — Postos de trabalho e utilizadores de domínio
  • VLAN 20 — Servidores e serviços internos
  • VLAN 30 — Impressoras e dispositivos de escritório
  • VLAN 40 — CCTV e IoT, sem saída para a Internet
  • VLAN 99 — Gestão de equipamentos, acesso restrito

Trunks: onde tudo costuma partir

O erro clássico foi assumir a native VLAN. Um uplink com native diferente nas duas pontas dá tráfego a fluir de forma quase correta — o pior tipo de avaria, porque parece funcionar.

cisco
interface GigabitEthernet0/1
 description UPLINK-CORE
 switchport trunk native vlan 999
 switchport trunk allowed vlan 10,20,30,40,99
 switchport mode trunk
 spanning-tree guard loop
Regra que passei a seguir: native VLAN sempre numa VLAN morta (999) e nunca a 1.

Regras entre VLANs

No OPNsense a política é default deny e cada excepção fica documentada com o motivo. Postos falam com servidores em portas específicas, CCTV não fala com ninguém a não ser o NVR, gestão só é alcançável a partir da VLAN 99.

A migração foi feita VLAN a VLAN, fora de horas, com rollback preparado em cada passo. Quatro janelas curtas em vez de uma noite heroica.

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